Sobre o Museu Escola

O Museu Escola convida você a explorar através de fontes primárias a história da nossa escola de forma integrada à história da nossa região.
A história da escola é um caminho seguro para introduzir os alunos no trabalho com fontes primárias, pois é a história mais próxima, mais a mão e que tem conexão direta com a vida dos alunos.
O Trabalho de remontagem do passado é auxiliado pelas várias seções do Museu Escola.

Um documento básico chamado Valores Inestimáveis foi criado como guia inicial que conecta fatos históricos da escola e da região tendo como personagem central o fundador da escola.

O principal repositório de fontes primárias encontra-se na seção Revista Ipiranga. Esta revista começou a ser editada em 1938 exatamente 3 anos após a data de fundação oficial da escola (7 de setembro de 1935). Ela era publicada uma vez por ano, na data do aniversário da escola. Da sua elaboração participavam os componentes do grêmio da escola supervisionados pelo fundador. A publicação é uma fonte riquíssima de informações que permite a reconstituição do ambiente da época através da análise e interpretação do seu conteúdo.

Na seção Registros Oficiais você vai encontrar uma detalhada linha do tempo e várias coleções de fotos, artefatos e outros elementos de fontes primárias que permitem ao usuário estabelecer relações e obter mais subsídios para fundamentar suas pesquisas sobre o assunto de interesse.

Ditos e Ditados se ocupam das falas e filosofia do fundador da escola analisado através das suas famosas frases de incentivo que eram freqüentemente citadas em reuniões, solenidades e inclusive escritas nas paredes das salas de aula. A análise se complementa com adição de alguns dos seus discursos que sobreviveram aos anos.

Finalmente a seção Atividades Pedagógicas traz exemplos e sugestões de como os conteúdos das seções podem ser usados em sala de aula.

O que são fontes primárias?

As evidências do passado como cartas, diários, documentos registrados em cartórios, objetos usados, prédios, etc. São consideradas fontes primárias. O historiador usa estas fontes primárias para recontar o que aconteceu no passado. O livro ou texto escrito a partir da análise das fontes primárias é considerado uma fonte secundária. No Museu Escola a Revista Ipiranga é uma fonte primária e o texto Valores Inestimáveis é uma fonte secundária.

Por que usar fontes primárias?

Documentos, diários, cartas, desenhos e memórias - criados no passado por aqueles que participaram dos acontecimentos - nos trazem múltiplas e profundas impressões difíceis de serem recriadas até mesmo pelo mais bem articulado texto produzido por historiadores.
O uso de fontes primárias expõe o estudante a importantes conceitos históricos. Inicialmente ele fica ciente que toda história escrita está refletindo uma interpretação particular do autor destes eventos passados. É possível perceber a natureza subjetiva das fontes primárias que sempre deixam margem para alguma interpretação pessoal. Segundo, as fontes primárias são a forma mais direta de tocar as vidas das pessoas que viveram no passado. Por último, a análise das fontes primárias obriga ao estudante desenvolver importantes habilidades analíticas.
A maioria dos estudantes vê a história como uma série de fatos, datas e eventos normalmente empacotados em algum livro-texto. As fontes primárias podem mudar isto. O estudante que aprende a usar fontes primárias percebe a essência do trabalho do historiador. A partir da análise das evidências deste passado (que chegaram até o presente) ele percebe a real dimensão destes problemas e como estes atores os solucionaram. Percebe-se também como os problemas dos nossos antepassados se assemelham aos nossos problemas de hoje.