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Viagem a Aracati
M.ª Marques da Costa, Nº 130, Curso de Admissão,
2ª Turma.
1938 |

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Era uma linda e clara manhã de julho.
O astro do dia lentamente surgia no nascente, inundando o mundo com
seu clarão vivificante.
A cidade despertava para o labor diario.
Traseuntes apressados passavam em direção ao mercado.
A's seis horas dessa radiosa manhã, em um possante caminhão, parti
em direção a Aracati, onde ìa passar as ferias.
Até Joaquim Tavora, o carro deslisava sobre as linhas de bonde que,
paralelas, se alongavam á minha vista, poarecendo que iam fechar-se
logo adiante. Terminada a linha, seguimos em direção a Mecejana. Depois,
entrámos em plena estrada, onde íamos gozando a música sublime do
gorgear dos passaros e o aroma trescalante das flores campestres.
Marginando a estrada, viamos casinhas de taipa, onde bandos de capotes
sofregamente recheiavam os papos na babugem dos terreiros.
Em Guarani, tivemos que parar e demos a outros veiculos que, repletos
de passageiros, seguiam rumo a Fortaleza. Continuando a viagem, iamos
agora atravessando Cristais, onde a estrada é ladeada por grande quantidade
de pedras brilhantes. Passamos em Pedrinhas e Cruz do Palhano e, agora,
em pleno sertão admiravamos os campos, com grandes arvores salpicadas
de flores de cores variadas.
Após ligeira parada em passagem de Pedras, rumámos a Aracatí, ladeando
o Rio Jaguaribe que transbordante, deslisava por sobre seu larguissimo
leito.
O sol já havia atingido o seu zenite quando chegamos a Aracatí.
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