Rio Amazonas
Francisco Freire, 4ª série.
1945 |

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|
Cabe a Vicente Yanez Pinzon a gloria do descobrimento do Rio Amazonas,
pelo ano de 1500, ano em que o almirantwe Pedro Alvares Cabral descobria
também o Brasil.
Seu descobridor deu-lhe o nome de "mar-dulce", que quer
dizer em espanhol "mar- doce".
Os visitanntes que navegam o Amazonas ficam sempre admirados por seu
tamanho, largura, curso navegável, clima, afluentes e fenomenos
como o da Pororoca e das terras caídas.
Em 1869, o sábio suisso Luiz Agassiz publicou um dos seus livros
intitulado "Voyage au Brésil" a respeito das excursões
feitas por ele em nosso Brasil, no qual faz referências entusiásticas
sobre o Rio Amazonas. Mais tarde, um medico alemão chamado
Roberto Lallement pronunciou essa frase que traduziu plenamente seu
pensamento: " Fica a gente surpreendida e pergunta se o próprio
mar não deve a sua existencia a esse rio que lhe traz incessantemente
o tributo de suas águas".
Tem esse rio sua nascente no planalto de La-Raya, no Perú,
e vem desembocar no Brasil, no Oceano Atlântico, e ainda depois
de muitos quilometros se distinguem as águas do mar das suas
águas. Seu primeiro nome é Vilcanota, depois recebe
nomes de acôrdo com a região que banha, e finalmente,
ao chegar ao Brasil recebe o nome de Amazonas, até sua embocadura.
Pessôas curiosas em etimologia têm dado opiniões
a respeito da origem da palavra Amazonas.
A primeira é que este vocábulo vem do grego e quer dizer
"sem seios".
A outra é que 40 anos depois de sua descoberta, um navegante
espanhol Francisco Orellana fazendo uma viagem de reconhecimento pelo
rio, foi atacado por uma tribu de indios cuja maioria eram mulheres
que usavam cabelos grandes e andavam a cavalo e chamavam-se "Amazonas",
nome esse dado a pessôas que andam a cavalo. Sua profundidade
é variavel, pois em alguns techos chega a 220 metros, comforme
cálculos feitos por sondagens.
Apresenta em seu curso pouco declive, facilitando plenamente toda
e qualquer navegação. Suas águas são bar4entas
e calmas, percorrendo apenas uma milha e meia por segundo, conforme
opinião de Hurndon.
Seus afluentes atingem a 4000, sendo que no tempo das enchentes sobem
a 6000.
O afluente mais importante na margem direita é o Madeira e
o maior é o Juruá. Na margem esquerda o maior é
o Japurá e o mais importante é o Negro. Derrama no oceano
cerca de 80.000m3 ou sejam 800.000.000 litros de agua, por segundo;
isso derramado por um estuário de apenas 335 km de largura!
Sua largura máxima é no Brasil na cidade de Tabatinga,
atingindo a 2276m de largura. Forma a maior ilha fluvial do mundo
em seu estuário - a de Marajó.
E o Amazonas um rio peruano-brasileiro e uma das grandes riquezas
que o Brasil para o futuro poderá explorar, aproveitando sua
força para produzir energia hidráulica.
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