Praia de Iracema
Solene Mota Cavalcante, Nº: 109, 2ª Série, 2ª Turma.
1940


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Foi nessa praia que se banhou Iracema, mãe de Moacir, onde nos frondosos coqueiros, à tarde, as jandaias vêm cantar.
A' noite, quando a lua derrama a sua luz sobre a areia e sobre o mar, este parece feito de cristal.
Terra da luz, terra de Iracema, bendita sejas pelos teus encantos!
A' tardinha, quando o sol deixa seus ultimos raios banharem à beira-mar, enxergam-se ao longe, como bandeiras brancas erguidas para o céu e balouçadas pelo vento as pequenas jangadas. Depois que já estão todas em terra firme, os jangadeiros suados pela jornada vendem as suas pescadas. Os coqueiros se balouçam como cantando um hino à praia. A'noitinha a lua vem chegando e vai aparecendo aos poucos, desenrolando o seu luar sobre a praia como se fôsse um jornal de ouro. Nessa ocasião é enorme a quantidade de pessoas que passeiam à beira-mar. As jangadas se enchem de casais que, embelezados pelas maravilhas daquela praia, se embriagam com o perume, com a brisa do mar e com o vento que leva consigo as saudades das noites enluaradas.

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