A Lua
Paulo Bezerra de Castro, Nº: 35, 1ª Série.
1940 |

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Comparada com a terra a lua lhe é 49 vezes menor.
Efetivamente, no espetáculo que nos é dado observar
através de lentes poderosas, observa-se tratar-se de um mundo
estranho, capaz de nos fazer imaginar uma infinidade de cousas fantásticas
e reais.
Em primeiro lugar, são numerosas montanhas lunares algumas
delas medem 7.000 metros de altura. A forma geral da lua parece ser
redonda como dizem ser a terra. Mas, dentro dessa idéia, as
hipóteses ainda não puderam ser esclarecidas convenientemente,
porque o nosso satélite mostra sempre a mesma face, qualquer
que seja sua posição no céu.
Pensam que a forma dela seja semelhante a de um ovo grande.
Há tambem um problema que tem fascinado os sabios que estudam
a lua.
Há ou não habitantes na lua? Serão reais ou satelites?
Para pôr isso a limpo, um sabio norte-americano, com o nome
de Menzel, fez um aparelho ultra sensivel com o nome de Termocópulo
e conseguiu ver o disco lunar muito perto. Não observou o menor
vestigio de sres vivos, por três cousas: Por não haver
atmosfera, por não haver agua de especie alguma e pela brusca
mudança de temperatura (no dia lá se registam 100º
de calor e durante a noite 250º abaixo de zero). Aqui na terra
há uma região na Africa com o nome de Senegal em que
o termómetro acusa 40º graus de calor e não há
quem suporte. Portanto...
Com estas circunstâncias ainda há quem diga que na lua
haja habitantes, naquelas fantásticas cavernas que os antigos
chamavam mar dos sonhos, mar das tempestades, etc.
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