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Praia de Iracema.
José Sinval de Sá, Nº 61, 1ª Série, 2ª Tuma.
1939 |

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Se há belezas no Ceará, a Praia de Iracema é uma delas.
Os seus coqueiros de frondes verdes formam um diadema de esmeralda
natural, vivo e cintilante.
O Mucuripe sereno e majestoso fica em êxtase ante tamanha maravilha
como se tivesse olhos humanos, que não resistem à fascinação de tão
sublime idolo dos cearenses.
Aos pés há o mar encapelado que parece querer engulí-la para só ele
s4entir o prazer de contemplá-la, na usurpação desse direito.
A natureza reuniu a beleza de todas as deusas, o perfume de todas
as flôres e fez a Praia de Iracema.
Para complemento de sua imponência, existe a jangada, tema maximo
da poesia cearense, que singra os mares levada pelo vento.
Quem resiste a semelhante espetáculo?
Contemplando este cenário, sente-se a ausência de um Rafael que dela
pintaria o mais belo quadro que se pode conceber.
A matéria vê aí a sua inferioridade diante do Creador e sente o poderío
desse mesmo Deus, arquiteto sublime de todas as cousas.
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