Moralização do ensino
Campanha que honra o ginásio 7 de Setembro.
1945


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Sem desejar ofender os demais, ousamos afirmar que poucos são os colégios que se podem ufanar da moralidade de ensino, como o Ginásio 7 de Setembro.
Mantendo professores idôneos, que exigem o máximo de seus alunos, dando, por outro lado, aulas eficientemente didáticas, pode a diretoria e o snr. inspetor federal realizarem provas rigorosamente fiscalizadas, como sempre sucede, conseguindo dos alunos trabalhos perfeitos, honestos e individuais.
A cola é prática que não vingou no Ginásio 7 de Setembro. O maior desdouro para um aluno de nosso ginásio será o fato de um flagrante de cola. Casos isolados que têm aparecido, como três em 1944, e dois nas provas deste ano, foram escândalos que fizeram corar os seus infelizes agentes. E a nota ZERO foi-lhes aplicada incontinente.
Esta campanha foi iniciada pelo Dr. Edilson Brasil Soárez, e tem tido apoio dos inspetores federais que hão servido neste ginásio. O atual inspetor, Dr. Eduardo Gomes Matos, assiduo e pontual, em todas as provas, tem sido sentinela avançada no ideal que o Ginásio 7 de Setembro se traçou.
Mas, não é só a repressão à cola que tem influenciado a vitória da campanha da moralização das provas. E’ uma propaganda sistemática nas aulas, em que se demonstra a fraude atual dêsse criminoso hábito e as funestas consequências que dele resultam.
E é em virtude desse trabalho de moralidade nas provas e nos demais trabalhos de aula, que a mocidade que cursa o Ginásio e de Setembro está sempre em condições de vencer nos estudos colegiais e superiores. Vários têm sido os exemplos de ex-alunos nossos que são os primeiros nas turmas de outros estabelecimentos em que em que ingressam, como na Escola de Cadetes, no Colégio São João, na escola Normal, no Colégio Estadual, no escola de Comércio da Fenix Caixeral, etc., etc..
E o método tem conquistado as simpatias do público cearense. As nossas vagas são vivamente pleiteadas, as turmas vivem repletas e o colégio tem animadora matrícula, sempre crescente.
A época é de seleção e só os espíritos cultos vencerão. A mocidade medíocre será preterida pelos jovens preparados.
A nossa esperança é que a nossa campanha de moralização consiga preparar moços à altura das exigências do século. E teremos cumprido o nosso dever.

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