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Vanessa acabou de acordar. São 06:00 horas da manhã e ainda está meio escuro. Seu pai, sua mãe e seus irmãos também já acordaram. Ela toma o café da manhã as pressas. Às 06:55 ela e seus irmãos estão prontos para sair para a escola.

Às 07:15 a professora entra na sala de aula e Vanessa já se encontra na classe com seu caderno à mão. Às 09:20 começa o recreio, ela pega o seu lanche e fica fazendo hora na quadra.

Às 11:15 ao invés de ir para casa como a maioria dos seus colegas Vanessa vai ficar na escola até às 17:00 h.

Vanessa tem 9 anos e está na 3a série. Ela está matriculada no STI - Sistema de Tempo Integral.

O STI era uma das novidades que surgiram com a inauguração da nova sede Aldeota da escola que começou a funcionar em 28 de Fevereiro de 1993.

"[No STI] às 11:45 a gente vai tomar banho,
Às 12:15 eu e todo mundo da 3a série do STI vamos almoçar,
Às 12:40 a gente vai escovar os dentes e depois guardar as sacolas e depois sobe.
Às 1:20 eu vou para a sala. Se for Segunda eu tenho inglês (...) Se for Terça-feira eu fico na sala de aula com a tia Juliana no SAT (Sistema de Acompanhamento de Tarefas).
Às 4:15 eu vou para os esportes e pra pintura." (depoimento da aluna Vanessa Mourão em 1999)

 
 

 

A construção da Unidade Aldeota - sede EBS, causou um impacto significativo no mercado escolar de Fortaleza. Até a inauguração da unidade era comum que os prédios escolares dos melhores colégios tivessem acabamento "Franciscano" . De tão simples pareciam até que tinham sido feito com material reciclado de alguma obra de construção civil. A unidade da aldeota mudou este conceito.

"Com relação à Unidade Aldeota, realizamos um prédio considerado avançado. [...] Nós queremos inovar em termos de arquitetura, trazer uma renovação arquitetônica para o Ceará. [...] . No começo muitas pessoas perguntavam: - O que vai ser isso? Parece um convento, parece um quartel ! Dissemos aos arquitetos [...]: Vamos ousar, mas primeiro me mostre para saber se a gente vai gostar [...]. Gostamos e autorizamos o início da construção." (Ednilton Soárez em Empresas Vitoriosas - Vol. IV -Ed. Fundação Demócrito Rocha, 1993)

 

 

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O sucesso imediato da unidade aldeota fez com que os outros colégios modificassem suas fachadas ou seguissem a linha arquitetônica da unidade aldeota nas novas construções.

Os primeiros alunos transferidos de outras escolas que vinham para a nova sede da aldeota acharam o ensino pesado e rigoroso. Os professores também estranharam o despreparo dos alunos. A circular ao final do 1o semestre de 93 avisava aos pais:

"Alguns alunos obtiveram notas aquém (abaixo) das suas possibilidades. [...] Em função (disto) tomamos as seguintes medidas:
- Promovemos cursos de nivelamento em português e matemática de março a maio.
- Intensificamos as tarefas de classe [...]
- Intensificamos as orientações aos alunos sobre métodos de estudo[...]"
( Circular aos senhores pais e alunos - 30 de junho de 1993)

 

 
 

A Unidade Aldeota também inovava na organização interna: estrutura horizontal (um andar para cada nível escolar), laboratórios de física, química, biologia e informática, salas bem iluminadas, corredores amplos com pracinhas, quatro quadras de esporte sendo uma coberta, auditório para 350 pessoas, observatório astronômico e laboratório de línguas informatizado.

Em dois anos a Sede Aldeota já se achava com sua capacidade completamente preenchida e o ano de 1995 se iniciava com mais de 3000 alunos.

Para ajudar na administração da Unidade Aldeota o filho Ednilo Soárez, a partir de 1993 incorpora-se a direção. Neste mesmo ano o neto do fundador, Edilson Soárez Fermanian, filho da Dr. Ednilze Soárez também passa a compor a direção.

 

 

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Depois da inauguração da Sede Aldeota, em 1995 foi construída uma nova unidade na Av. Imperador (sede Diplomata Ednildo Gomes Soárez) para abrigar o segundo grau e curso pré-vestibular. O engenheiro Ednisio Soárez filho caçula do fundador incorpora-se a direção responsabilizando-se pelos projetos de construção civil.

Em 1998 foi inaugurado um moderníssimo Centro de Treinamento em Pajuçara.

No final de 1999 os primeiros cursos da futura FA7 - Faculdade 7 de Setembro eram aprovados no Conselho Federal de Educação.