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Durante todo o período da ditadura os meios de comunicação expressavam-se com restrições. No começo da década de 80 com a abertura e o fim da censura os rádios, jornais, revistas e a televisão começaram a poder falar o que bem entendessem.

A principal personagem da censura era o censor. Pessoas contratadas pelo governo que viam o que seria exibido antes de ser apresentado ao público. Se não gostassem, o material não era mais apresentado, não tinha para quem apelar.

 

 

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No começo da década de 60 o escritor e desenhista Ziraldo, autor do menino maluquinho, tinha feito uma revista em quadrinhos, a primeira revista nacional inteira com desenhos de apenas um artista. A revista se chamava Turma do Pererê. O personagem principal era um saci. A livre circulação da Turma do Pererê foi censurada pelos militares. Tudo por causa dos artigos escritos por Ziraldo em jornais e revistas. Os artigos atacavam a ditadura. Os militares se vingaram censurando a revista em quadrinhos.

Com a abertura, os meios de comunicação, aos poucos foram voltando à normalidade e inclusive começou-se a passar dos limites como é o caso da televisão. Desde o final da década de 80 a televisão vem aumentando grandemente o número de cenas de violência e sexo.

 

 
 

O maior sucesso na TV entre as crianças na década foi o desenho do He-Man. Ele foi o primeiro desenho a ser baseado em RPG, um tipo de jogo que só chegaria ao Brasil na década de 90. Tratava de temas pouco comuns como drogas, morte, racismo e ambição.

He-Man também é um exemplo de como a população pode exercer a sua cidadania e fazer com que a TV melhore a sua qualidade. Considerado muito violento pelas associações de controle da mídia nos EUA, os autores resolveram tratar de temas mais sérios e passaram a encerrar cada episódio com lições de moral. Na França o vilão Esqueleto foi considerado ofensivo às crianças, dai os autores tiveram que substitui-lo por uma coleção de vilões que se revezavam na luta contra He-Man.

 

 

Foto 3

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Nesta época, quem estava, de verdade, com os poderes de Grayskull era a nossa escola.
Desde a década passada, depois da morte do fundador, o filho Ednilton Soárez passou a auxiliar a Dona Nila na administração da escola.

"Apesar de todas as ocupações (de diretor -controller do grupo Edson Queiroz) Ednilton inicia o seu dia no 7 de Setembro, onde vai diariamente. Reúne-se com a Diretoria e orienta todas as decisões, especialmente na área de finanças, sua especialidade." (Edilson Brasil Soares - Um Marco na Educação - Ednilo Soárez, pg.74 - 1985).

Na escola já trabalhava desde a década de 60 a filha Ednilze Soárez. Ednilze foi a responsável pela montagem do pré-escolar (atual educação Infantil). Também desde a década passada a equipe receberia o reforço da Profa. Maria Helena Soárez (Dona Leninha) esposa do filho Ednilton.

Recuperada da perda sofrida, a escola se modernizava contratando bons administradores, introduzindo informática nos controles da administração, e crescendo muito. Começou a década com uma média de 2000 alunos e acabava com o dobro: 4000.
Foi também neste período que, sob a direção do filho Ednilton, o projeto da sede da Aldeota começava a tomar forma com a compra de um terreno onde seria construída a unidade EBS