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Durante as guerras, as indústrias ficam ocupadas produzindo armamentos e acabam faltando vários produtos no mercado. É comum que também as matérias-primas se esgotem. Uma destas matérias-primas foi a borracha. Eram tantos os artigos de guerra que usavam borracha que ela sumiu do mercado.

"Na época da Segunda Guerra nós guardávamos os chicletes mastigados para chupar no dia seguinte. Não se encontravam chicletes nos bares e a incerteza quanto ao futuro nos fazia economizar." (Depoimento de uma avó que viveu na época da II Guerra - Nova Escola, Ano XIII - n° 116 - out 1998)

Você doaria o seu chiclete para os aliados? Na época, o Prof. Edilson incentivou os alunos a realizar uma grande campanha para coleta de borracha velha que foi enviada para reprocessamento, transformado-se principalmente em novos pneus e cabos isolantes.

 

 

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Foto 2

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A verdadeira participação dos cearenses na guerra foi coletando borracha na Amazônia. Cerca de 55 mil nordestinos (chamados de soldados da borracha) foram recrutados pelo governo Getúlio Vargas para produzir 100 mil toneladas de borracha por ano para os países aliados. Pelo menos 31 mil morreram, vítimas de malária, febre amarela, impaludismo, icterícia e infecções.

O Brasil mandou perto de 20.000 homens para a Itália. Portanto morreram mais nordestinos extraindo borracha no esforço de guerra que o número de combatentes que foram efetivamente à luta.

 

 
 

Falta de matéria prima de um lado, excesso de produtos norte-americanos de outro. O refrigerante Coca-Cola (Um costume agradável!) chegou ao Brasil em 1942, juntos vieram os sabonetes Lever, talco Night & Day, rádios Zenith e as escovas de dentes Prophylatic.

Houve muitas comemorações no estado festejando o fim do conflito. Os pracinhas vitoriosos desembarcavam eufóricos no porto, onde a população de Fortaleza os aplaudia com entusiasmo. Ao final da guerra, o colégio organizou uma grande passeata com os alunos chamada de Passeata da Vitória. No dia da chegada dos pracinhas cearenses o governo preparou uma grande festa na Praça do Ferreira e o Colégio também estava presente. Na hora dos discursos o governador se volta para o Prof. Edilson e fala:

 

 

Foto 3

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Foto 4

Edilson e Nila P C.gif (4297 bytes)

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- Professor preciso de um aluno seu para falar em homenagem aos pracinhas.

- Pois não Sr. Governador. Pode anunciar o nome do aluno Nertan Macedo.

Graças ao grêmio o Professor Edilson sempre tinha alunos preparados para falar em público. Nem que fosse de improviso. Nertan levou o maior susto da sua vida. Acabou fazendo um ótimo discurso.

Em 1946 o colégio mudaria para a Av. Imperador, 1330 permanecendo até hoje no mesmo endereço (Sede NGS). O curso ginasial (atual 5ª a 8ª Séries), implantado desde 1939, agora formava seus primeiros concludentes.

 

 
 

O professor Edilson e os seus alunos de 1ª a 4ª Séries continuavam batendo recordes de aprovação nas escolas do Liceu, Normal e Militar.

1936 – 1º Lugar no Colégio militar – Oli Cunha
1937 – 1º Lugar no Liceu do Ceará – Hosana Sombra
1º Lugar no Colégio da Imaculada – Maria Aparecida Fernandes
1938 - 1º Lugar no Liceu do Ceará (diurno) – Idalécio Nogueira Diógenes
1º Lugar no Liceu do Ceará (noturno) – Paulo Brasil Cordeiro
1939- 1º Lugar no Colégio Floriano – Gerardo Jacome demoura
1940- 1º Lugar no Liceu do Ceará – Antonio Amorim Filho
1º Lugar no Colégio da Imaculada – Helena da Silva Sampaio
1942- 1º Lugar na Escola Aeronáutica – José Sinval de Sá
1º Lugar na Escola Normal – Maria Enir de Oliveira
1944- 1º Lugar na Escola Preparatória – Roberto Pinheiro Klein
1945- 1º Lugar no Colégio Estadual – Pedro de Castro Marinho
1º Lugar na Escola Normal - Maria da Penha Sousa Sales
1º Lugar na Fênix Caixeiral – Franciran Rodrigues
(Os primeiros Lugares - Ipiranga Ano VIII, Num. 8 -1945)

 

 

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